O que eu aprendi em 120 meses de aportes na bolsa?

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Muito se fala que investimentos em ações são investimentos no longo prazo. Apesar de estudos e mais estudos com simulações sobre os efeitos dos juros compostos no longo prazo, sabemos que “na teoria a prática é outra”, pois envolve decisões baseadas nas emoções e sentimentos do momento (da decisão), daí a dificuldade imensa de se manter um plano que obtenha os resultados das simulações.

No último mês de agosto (2022), completei 10 anos desde o meu primeiro aporte direto em ações. Minha história com investimentos é um pouco mais longa, e remonta à minha infância na década de 80, quando eu tinha uma pequena poupança, fruto de um presente de minha avó, até as minhas primeiras economias quando comecei a trabalhar em 1993. De lá para cá, em maior ou menor grau, eu sempre investi, predominantemente em renda fixa, com pequenas doses de renda variável através de fundos de ações, até 2012.

À partir de 2012, quando os juros estavam em patamares baixos, comecei a estudar mais o investimento direto em ações. Minhas primeiras aquisições de ações foram em 24/08/2012 com a compra de 86 ações BBAS3 e 59 ações VALE5. As BBAS3 eu vendi alguns meses depois e as ações da Vale (convertidas para VALE3 em algum momento) eu mantenho em carteira até hoje.

Neste período, a carteira cresceu para as atuais 18 ações e eu fiz, religiosamente, pelo menos duas compras de ações mensais, considerando novos aportes e reinvestimentos de proventos. Poucas foram as vendas e sempre aportei mais do que retirei em cada mês.

Como todo investidor em ações, passei por alguns meses de deslumbramento no início em que achava que poderia ficar rico com trades, achando que era fácil comprar na baixa e vender na alta, mas descobri na prática que isso é muito difícil, de modo que os poucos gênios que sabem a fórmula podem ficar ricos, mas a grande maioria dos investidores traders vai morrer pelo caminho, tentando. Deste modo, com muita leitura e estudos, abandonei a parcela da carteira de trades e mantive somente uma carteira Buy & Hold de ações.

Nestes 10 anos, passei por períodos bem difíceis, como os primeiros 5 anos com rentabilidade negativa, passei também por períodos de bonança, como o triênio 2017-2019, em que vi resultados muito expressivos e a carteira subindo como um foguete, e ainda passei pelo momento mais desesperador que foi a sequência de quedas na pandemia de fevereiro a maio de 2020.

Assumo que em todos estes momentos eu fui tomado por forte emoção, tanto de alegria como de desespero, mas consegui superar sem muitas consequências graves, mantendo os aportes todos os meses e sem alterar a composição da carteira em decorrência do humor do mercado. Pelo contrário, tive até certo discernimento para aportar mais nos momentos de baixa do mercado e reduzir os aportes na euforia da alta.

Atualmente a minha carteira é bem diversificada, com cerca de 25% do capital em RV (ações), 60% em Renda Fixa, sendo metade em pré-fixado e metade em pós-fixado, e o restante, cerca de 15%, em investimentos internacionais, sendo a maior parte em ETFs através de corretora no exterior.

Listo aqui 10 lições que aprendi neste período de 10 anos investindo em ações:

1) Preço não importa: Esta polêmica frase já deu muita discussão na blogosfera, e continua dando o que falar. Ela é polêmica porque obviamente a rentabilidade virá de algo que você comprou a algum preço e ele valorizou, mas a essência desta frase é que, mais importante que tentar descobrir uma empresa a preço atrativo, é encontrar as melhores empresas mercado. Para uma estratégia de Buy & Hold, é mais importante encontrar empresas sólidas com perspectiva de crescimento no longo prazo e que você pretende ser sócio por toda a vida. De forma simplista e bastante lógica, é melhor comprar uma ação “cara” que multiplique por 10x em 20 anos do que uma ação “barata” que multiplique por 3x em 1 ano e depois fique de lado por pelos outros 9 anos. O desafio está em escolher as empresas vencedoras no longo prazo, daí a frase que “preço não importa”.

Há ainda uma outra questão importante a ser ressaltada, que esta frase é ainda mais forte quando você pratica aportes periódicos, uma vez que você vai comprar a empresa a vários preços, supostamente barata umas vezes e em outras ela estará cara. Os aportes periódicos cuidam para que você estabeleça uma média dos preços dos últimos anos, o que na prática é próximo do quanto a empresa deveria valer durante o período. Para quem faz aportes grandes, de uma única vez, o preço é importante, mas o risco também se torna muito elevado, o que não combina com minha estratégia de investimento.

2) Eu só submeto ordem de compra a valor de mercado. Nos primeiros anos, as minhas ordens eram com valor exato, e ficava tentando economizar 1 ou 2 centavos por ação. O problema é que as vezes uma ordem ficava pendente, total ou parcialmente, por causa de 1 ou poucos centavos, me gerando mais trabalho. Como eu compro ações com bastante liquidez e meu investimento é no longuíssimo prazo, se vou pagar 1 centavo a mais ou a menos, acredito que não fará diferença. Minha estratégia atual é: decido a ação que vou comprar e a quantidade, coloco a ordem à valor de mercado, pego o preço médio de execução e lanço na planilha.

3) Eu não vendo mais nada, exceto em casos específicos como fechamento de capital. Tive experiências no passado em que vendi ação porque subiu muito, ou porque a empresa começou a ir mal, etc. Na maioria das vezes eu me dei mal, a empresa que “subiu muito” continuou subindo e a que estava mal, se recuperou de alguma maneira. No momento eu só me desfaço de ações se a empresa fechar o capital (aí não tem opção). Em caso de venda, fusão, etc, eu reavalio a situação e posso diminuir a posição, mas é mais fácil colocar em quarentena e parar de comprar do que vender. Se a empresa ficar ruim, vai ficar na carteira, sem novos aportes, até sumir ou melhorar.

4) Eu compro baseado em método de alocação de ativos. Coloco um percentual objetivo para cada ação (atualmente o percentual é igual para todas as ações “ativas”, portanto exceto as em quarentena) e compro aquela que a planilha manda. Tento não comprar 2 meses seguidos ou dar uma pausa nas compras de pelo menos 3 meses, mas não é uma regra mandatória. O método de alocação de ativo sem rebalanceamento me parece eficiente por retirar boa parte da emoção no momento da decisão de compra.

5) Eu gosto de receber dividendos mas não estou nem aí pra eles. Receber dividendos é bom e satisfatório, pois você fica com a percepção de que sua maquininha de geração de renda está funcionando, mas na prática, nestes 10 anos, não houve qualquer diferença significativa na rentabilidade considerando ações de empresas que pagam mais ou menos dividendos, deste modo, o quanto uma empresa paga de dividendos não influencia minha decisão para escolha de empresas e ações.

6) Pouca gente entende realmente sobre investimento em ações, portanto o melhor a fazer e não deixar as pessoas saberem que você investe em ações. As pessoas não entendem e criam diversas teorias sobre o mercado, querendo julgar suas atitudes. Se me perguntam o que acho sobre investimento em ações, eu simplesmente digo que não entendo nada, já tentei mas achei muito arriscado.

7) Rentabilidade de carteira e acompanhamento do mercado não servem para nada além de perda de tempo e satisfação pessoal. Este item é um dos mais complicados, pois eu ainda perco muito tempo olhando mercado e acompanhando a movimentação ao longo do dia, é quase um video-game da vida real, mas se pensar de forma prática, 1 hora acompanhando o mercado geram menos valor que uma hora trabalhando ou mesmo estudando. Cada dia eu tento me afastar mais do mercado, mas ainda tenho alguma dificuldade

8) Tem mais picaretas no Youtube que gente séria. A maioria do que é falado pelos influencers sobre investimentos em ações, sobretudo os mais famosinhos, é bobagem e não se aplica para o pequeno investidor. Na minha visão Primo Rico, Louise Barsi, Nathalia Arcuri (Me Poupe), Charles Wicz, dentre outros, não tem muito a acrescentar para quem tem um mínimo de experiência em bolsa, e ainda pagam de mestres do mercado. Tenho a impressão que não passam de bons marqueteiros. Não vou entrar nos detalhes aqui, mas me parece que todos os youtubers falam bobagens em maior ou menor grau. Obviamente há conteúdo bom e sério, mesmo assim muita bobagem é falada na maioria das vezes. Até mesmo o Bastter fala muita bobagem, por exemplo a tara dele de considerar ETFs tão lixo como qualquer fundo de investimentos não faz muito sentido, na minha opinião. Com respeito a ETF, estou com Buffett, representam um investimento de baixo risco e baixo custo para o investidor que não quer perder tempo avaliando e se emocionando com investimento direto em ações.

9) Aportes são mais importantes que rentabilidade. A rentabilidade vai te ajudar a vencer na construção do patrimônio, mas o tamanho dos aportes é que vai determinar o patamar da sua riqueza. Conheço pessoas verdadeiramente ricas que construíram patrimônio somente na poupança ou renda fixa, outros, aportaram muito, por muito tempo (mais de 30 anos) em ações da Vale, e estão ricos. O fato é, o tamanho do aporte vai determinar o patamar de riqueza. Foque em não fazer bobagem e não colocar seu dinheiro em itens que percam valor, o resto é focar no trabalho e nos aportes pelo maior tempo possível.

10) Preocupe-se mais com segurança que com oportunidade. O mercado de ações é coisa séria, portanto a palavra oportunidade é uma das mais perigosas para o pequeno investidor. Se existe uma oportunidade em uma empresa X, porque o mercado inteiro é tonto e deixa só você, o espertão, aproveitá-la? A palavra oportunidade atrai investidores inocentes como pão picado atrai peixes na beira do lago. Os youtubers/influencers adoram, pois chama a atenção e atrai audiência. Toda vez que ouvir a palavra oportunidade, dê dois passos para trás e tente visualizar a situação de forma mais abrangente. Até existem oportunidade, mas seguramente elas estão precificadas de acordo com o risco, deste modo não encare a oportunidade como uma barbada e ganho certo, mesmo que no longo prazo. Uma empresa boa, segura e "cara" pode sim ser um melhor investimento que uma oportunidade de compra em uma empresa "barata".


Para finalizar, quero compartilhar como está minha carteira de ações:




Os papéis XPBR31 estão aí porque recebi após o desmembramento que o Itaú (ITUB4) fez com a XP em 2021. Este papel está em quarentena, então não compro, mas também não vejo necessidade de vender.

A TIR da carteira de ações nestes 10 anos está em 8,19%. Segundo meus cálculos a TIR para investimentos em CDI no período foi de 7,55%, já considerando desconto de 15% de IR, configurando portanto que a carteira teve rentabilidade de 108% do CDI.

Mesmo que nestes 10 anos o ganho não foi muito superior ao CDI, sinto-me cada vez mais confortável em afirmar que, no longo prazo (10+ anos), uma carteira de renda variável, com aportes periódicos em boas empresas, apresenta um risco relativamente controlado.

Fico feliz em compartilhar minha experiência aqui e espero poder contribuir para o amadurecimentos de investidores.

Importante:
Este material tem propósito meramente informativo. Não consiste em recomendação financeira ou estratégica para investimentos. Para saber mais sobre as opções de investimento e receber recomendações, procure uma instituição financeira com profissionais habilitados.

Fusão Hering e Soma, como fica o Imposto de Renda? *** ATUALIZADO ***

terça-feira, 21 de setembro de 2021

***ATENÇÃO, esta postagem é um estudo sobre as hipóteses relacionadas ao Imposto de Renda devido na operação de fusão Hering e Grupo Soma. Não pretende ser um guia definitivo sobre o imposto de renda desta operação. Cada investidor é responsável pelo cálculo e recolhimento de IR sobre suas operações.

LEIA toda a postagem, incluíndo as discussões nos comentários e chegue as suas próprias conclusões baseado no que melhor se aplica ao seu caso ***




Minha últimas postagens tem sido de fechamento, a cada 2 ou 3 meses. Esta postagem não é pra tratar disso, mas posso dizer que neste mês o mercado de ações está apanhando bastante graças às inúmeras variáveis nacionais e internacionais impactando os mercados. A minha carteira de ações está caíndo em torno de 5% no mês enquanto o Ibovespa está caíndo cerca de 7%. Vamos ver como fica nestes 7 dias de pregão que temos pela frente até o fechamento do mês.

Desta vez estou passando por aqui para abrir uma discussão sobre a aquisição da Hering (HGTX3) pelo Grupo Soma (SOMA3). Não pretendo entrar muito na análise dos fundamentos de negócio da fusão, mas principalmente o operacional com as ações e o tema de imposto de renda para os acionistas da Hering.

Fechamento Julho 2021

terça-feira, 10 de agosto de 2021

A volatilidade segue alta no mercado financeiro, seja pela incapacidade de nosso país em controlar a pandemia (e consequências econômicas relacionadas) ou então pela instabilidade política que já dura muitos anos, potencializada nos últimos 2 anos e meio após a eleição do Bolsonaro.

Veja abaixo como anda a performance da carteira de ações:

Alocação em ações* 
Rentabilidade em Julho/21: 
+0,22% (Ibovespa -3,94%)
Acumulado no Ano de 2021: +10,60% (Ibovespa +2,34%)

*Tenho também alocação em renda fixa e no exterior, mas a carteira com a rentabilidade gerenciada e compartilhada aqui no blog é apenas a carteira de ações, uma vez que o propósito principal do blog é o estudo de investimento no mercado de ações.

Apesar do Ibovespa ter sofrido bastante no mês, a minha carteira de ações conseguiu uma performance muito acima do índice, fechando praticamente estável enquanto o índice fechou em -3,94%. Esta boa performance da carteira se deu pela significativa valorização de ações com bom peso na carteira como Hering (HGTX3) +8,7%, Grendene (GRND3) +10,0% e Weg (WEGE3) +6,0%. O destaque negativo na carteira ficou por conta de Cielo (CIEL3) -7,1% e Lojas Renner (LREN3) -6,6%, ambas com pouco peso na carteira.

Proventos

Como comentei em minha postagem anterior, além da rentabilidade da carteira, os proventos tem sido o destaque neste ano de 2021. O crescimento no pagamento de proventos neste ano se dá por dois motivos principais: 1) base de comparação fraca com 2020, uma vez que as empresas seguraram os proventos para manutenção de caixa em 2020 devido a pandemia e 2) estes proventos que foram represados estão sendo liberados em 2021 com a perspectiva de retomada econômica acelerada no pós-pandemia.

Para efeito de comparação, no acumulado do ano, de janeiro a julho de 2021, comparado com o mesmo período de 2020, houve um crescimento de 221% no pagamento de proventos. Já no comparativo de 12 meses, comparado com os 12 meses anteriores, o crescimento foi de 72%.

Considerando a expectativa de renda passiva desejada, reajustada anualmente pela inflação, a média dos proventos pagos nos últimos 12 meses já é responsável por 22,1% deste objetivo de renda. Como ainda estou em fase de acumulação e os proventos são reinvestidos (além dos novos aportes mensais na carteira), a tendência é que proporcionalmente os proventos seguirão crescendo.

Carteira Internacional

Outro destaque no meu portfolio (não contabilizado na avaliação de rentabilidade acima) é a carteira de investimentos internacionais. Atualmente esta carteira é composta pelos seguintes ETFs:

ETFAllocation
ETF Description
Target
LON:LQDA40,3%
LQDA Corporate Bonds in US Dollars
40%
LON:IWDA11,6%
IWDA Global 23 developed countries
10%
LON:IWMO11,9%
IWMO World Momentum
10%
LON:MVOL11,3%
MVOL Developed Minimum Volatility
10%
LON:EIMI10,7%
EIMI Emerging Markets
10%
LON:IWQU11,9%
IWQU World Quality
10%
LON:SAWD2,2%
SAWD World ESG Screened
10%

O ETF SAWD focado em empresas com características ESG entrou na carteira nos últimos meses por isso tem uma alocação menor.

Considerando a performance da carteira internacional, baseado em TIR (Taxa Interna de Retorno), atualmente temos:

TIR Anual em US$: 12,82%

TIR Anual em R$: 25,75% (considerando a variação combial)

Reforço que meu objetivo principal ao montar a carteira internacional foi a preservação do patrimônio em moeda forte, sobretudo pela ameaça persistente de nosso país embarcar em uma trágica aventura autoritária . Além disso, penso também em uma eventual mudança para o exterior (temporária ou definitiva) a depender do que vier a acontecer no futuro de nosso país. Atualmente a alocação em moeda estrangeira representa cerca de 12,2% da carteira de ativos financeiros.

Importante:
Este material tem propósito meramente informativo. Não consiste em recomendação financeira ou estratégica para investimentos. Para saber mais sobre as opções de investimento e receber recomendações, procure uma instituição financeira com profissionais habilitados.


Fechamento Maio 2021 - bora pro churrasco

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Vamos para mais um fechamento mensal, mas antes vou comentar um pouco o processo para receber o crédito de 100 USD do Google Adsense, em complemento ao que havia comentado na postagem passada.

O processo foi bem simples e rápido. O primeiro passo foi me cadastrar no Remessa Online, então eu pude gerar um número de conta para receber depósitos em dólares. Eu cadastrei este número no Google Adsense, na aba payments. Basicamente eu segui os passos descritos neste link https://www.remessaonline.com.br/ajuda/receber-dinheiro-google-adsense/

Pelo que pude ver, o Google envia os pagamentos no final do mês, após o dia 20. No meu caso o pagamento foi enviado em 24/05 no valor de 100,00 USD. No mesmo dia já apareceu disponível no Remessa Online, então eu fiz a transferência para a minha conta no Brasil em R$.

O Câmbio do dia foi R$ 5,2796/dólar, considerando uma taxa de 1,26% sobre a operação. O dinheiro caiu efetivamente na minha conta no Brasil no dia seguinte, com o valor líquido de R$ 521,36.

E o churrasco ...?

Bom só de ter recebido estes quinhentos e poucos reais já valeria a pena fazer um churrasco, mas de fato, comunico que consegui alcançar a rentabilidade de mais de R$ 100K no mês com a carteira de ações. Foi por pouco, mas consegui nos últimos minutos, com a espetacular subida que a bolsa deu no final do mês, alcançando patamares históricos.

Eu havia comentado sobre esta meta do 100K nesta postagem. Na ocasião tinha faltado um pouquinho para alcançar a marca, mas desta vez o churras está garantido para comemorar.

Vamos aos resultados da carteira de investimentos em ações no mês de Maio de 2021.

Alocação em ações* 
Rentabilidade em Maio/21: 
+7,59%% (Ibovespa +6,16%)
Acumulado no Ano de 2021: +11,14% (Ibovespa +6,05%)

*Tenho também alocação em renda fixa e no exterior, mas a carteira com a rentabilidade gerenciada e compartilhada aqui no blog é apenas a carteira de ações, uma vez que o propósito principal do blog é o estudo de investimento no mercado de ações.

A carteira mais uma vez performou muito bem e tem mostrado resultados consistentes, principalmente superando o Ibovespa na maioria dos períodos. Atribuo estes resultados dos últimos anos à qualidade das empresas somado a uma diversificação entre os setores, o que faz com que a carteira surfe ondas diferentes dependendo do humor do mercado.

Os destaques do mês de maio foram Grendene (GRND3) com rentabilidade de 24,2%, Cielo (CIEL3) com 22%, Ambev (ABEV2) 20,1% e novamente a Hering (HGTX3) com 20%

Lembro que a Hering já tinha subido cerca de 70% em Abril em decorrência da aquisição pelo Grupo SOMA. Diante deste cenário de incerteza trazido pela fusão, tenho vendido HGTX3 para diminuir a minha posição. Em substituição à Hering estou adicionando as Lojas Renner (LREN3), uma empresa que eu sempre quis comprar mas não fazia sentido tendo a Hering na carteira.

Tenho vendido dentro do limite de isenção de 20K, de modo que não devo encerrar a posição na Hering de uma vez. No momento apenas diminui o target de 8% para 6% neste papel, Adicionando Lojas Renner com 2%. Em breve eu decidirei melhor a composição da carteira.

No lado negativo, o Grupo Ultra foi o pior, com queda de 8,6%, seguido por Weg (WEGE3) com 2,5% e Engie (EGIE3) com 2,2%.

Outro destaque para o mês, e porque não dizer para o ano, são os proventos. Considerando somente os proventos pagos de janeiro a maio, o valor já é cerca de 10% maior que os proventos pagos pelas empresas da carteira em todo o ano de 2020. No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 267%

Destaque para os proventos pagos neste ano:

Vale (VALE3): R$ 4,26/ação

Grendene (GRND3): R$ 0,60/ação

Porto Seguro (PSSA3): R$ 1,63/ação

Gerdau (GGBR4): R$ 0,40/ação

Engie (EGIE3): 0,74/ação

Bom, é isso galera, deixe um comentário abaixo sobre o que tem achado da performance da carteira e demais assuntos tratados nesta postagem.

Abraços

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Os primeiros 100 dólares a gente nunca esquece + Fechamento Abril de 2021

terça-feira, 4 de maio de 2021

Como já fiz uma postagem na semana passada sobre a performance dos últimos meses, vou fazer uma atualização rápida pra ver se consigo manter uma certa frequência, retomando a atividade do blog aos poucos.

Meus primeiros US$ 100

Vou começar este post fazendo uma discreta comemoração, uma vez que depois de mais de 10 anos de conta no Google Adsense (nem sei quando criei, mas deve ter sido por volta de 2008), incluíndo outros 3 blogs/sites que tive além deste, finalmente consegui acumular US$ 100,00 na conta o que me possibilitará resgatar uns trocados. Obviamente estes US$ 100,00 não pagam o tempo que gastei postando ao longo dos anos, aliás um dos sites que criei utilizava uma plataforma paga, que me custou muito mais que estes montante enquanto esteve no ar, mas não deixa de ser gratificante ter alguma coisa para receber uma vez que não contava com este dinheiro. Certamente vou torrar esta grana em alguma extravagância ...

Fiz o procedimento para receber o pagamento legalmente aqui no Brasil, o que deve acontecer ao longo do mês. Acredito que dará tudo certo e posso relatar aqui em postagem específica como foi a experiência, inclusive os eventuais descontos, impostos, spread, etc.

O importante é, estas propagandas que aparecem automaticamente nas postagens rendem centavos a cada visualização e clique, portanto, se gosta do blog, deixe seu comentário, compartilhe e deixe seu clique nas propagandas ;)

Vamos aos resultados da carteira de investimentos em ações no mês de Abril de 2021.

Alocação em ações*

Rentabilidade em Abril/21: +5,26% (Ibovespa +1,94%)
Acumulado no Ano de 2021: +3,32% (Ibovespa -0,10%)

*Tenho também alocação em renda fixa e no exterior, mas a carteira com a rentabilidade gerenciada e compartilhada aqui no blog é apenas a carteira de ações, uma vez que o propósito principal do blog é o estudo de investimento no mercado de ações.

A carteira teve uma rentabilidade excepcional, sobretudo considerando o descolamento do Ibovespa no mês. Este descolamento na carteira, em grande parte, se deve a valorização de cerca de 70% para as ações da Cia Hering (HGTX3), que ao longo do mês anunciou proposta de aquisição feita pela Arezzo (ARZZ3) e finalmente o acordo de fusão com o Grupo Soma (SOMA3). Não tenho uma opinião muito definida se esta fusão será boa ou não para a Hering, pois vários fatores podem impactar os resultados para a empresa daqui para frente. Eu particularmente tenho algumas experiências pessoais envolvendo fusões nas empresas que trabalhei e estas foram tanto positivas quanto negativas. O fato é que este evento adiciona um grande risco operacional e estou analisando o que fazer com respeito a manutenção desta empresa na carteira.

Como meus investimentos são de longo prazo, a eventual valorização ou desvalorização não é fator determinante para a manutenção ou não da empresa, portanto uma visão de longo prazo sobre o negócio será mais determinante sobre o futuro deste papel na carteira.

Vale destaque também para a valorização das ações da Vale (VALE3) e Gerdau (GGBR4), de 11,3% e 9,9%, respectivamente. No lado negativo, as maiores quedas foram M Dias Branco (MDIA3) -13,3% e AES Brasil (AESB3) -21,1%.

Investimentos internacionais

Meus investimentos internacionais continuam rendendo bons frutos. Minha carteira internacional tem crescido, tanto através de novas remessas, que faço mensalmente, como pela própria valorização em dólares.

Recentemente adicionei o ETF LON:SAWD à carteira. É um ETF focado em ESG com alcance global que retira da carteira empresas não aderentes ao conceito de responsabilidade ESG (Environment, Social and Governance).

A carteira internacional está distribuida em 7 ETFs, sendo 40% em renda fixa corporativa e 60% em ETFs de ações com vários perfis globais. Fiz também um levantamento recente de TIR (Taxa interna de retorno) sobre os investimentos internacionais considerando os aportes que iniciaram em janeiro de 2019. A TIR mensal, em dólares, está da ordem 0,98% a.m. (12,42% a.a.), nada mal considerando um investimento em dólares. Já fazendo a conversão para reais, com a taxa de câmbio na data da remessa e o saldo ao câmbio corrente, o retorno é de impressionantes 2,28% a.m. (31,05% a.a) e um retorno total de 87,9% em 28 meses.
 
Composição da carteira

A composição da carteira não sofreu mudanças significativas em termos de estratégia. Devido à valorização do cambio (USD) e a alta nas ações globais, houve elevação proporcional para os ativos internacionais, de modo que a carteira está atualmente com:

Renda Variável: 25,9%
Renda Fixa: 62,0%
Moeda estrangeira: 12,1%

Desde 2018 para cá, quando decidi aumentar a proporção de investimentos em moeda forte, a porção em moeda estrangeira saltou de cerca de 3% para os atuais 12%, o que já me deixa em situação bastante confortável em relação ao risco sobre o patrimônio.

É isso aí galera, espero constinuar postando pelo menos uma vez por mês por aqui. Deixe seus comentários se quiser esclarecer alguma dúvida.

Forte abraço!

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O tempo passa ... update Abril 2021

terça-feira, 27 de abril de 2021

Olá amigos, desde o fechamento de novembro de 2020 que eu não posto nada aqui. Estava esperando fechar o mês de Abril/21 para fazer uma atualização com o fechamento do mês, mas decidi fazer uma publicação parcial.

Antes de mais nada, queria atualizar o fechamento do ano de 2020, para deixar um registro por aqui, afinal foi um ano histórico em termos de volatilidade.

Como pode ser visto, através da famosa planilha com o sistema de cotas disponibilizada pelo colega ADP, minha carteira de ações sofreu bastante durante o ano 2020, passando boa parte do ano com quedas expressivas, mas a recuperação, sobretudo em novembro e dezembro, ajudou a fechar com um bom resultado positivo para o ano, sendo +10,18% da carteira contra +2,92% do Ibovespa.



*Tenho também alocação em renda fixa e no exterior, mas a carteira com a rentabilidade gerenciada e compartilhada aqui no blog é apenas a carteira de ações, uma vez que o propósito principal do blog é o estudo de investimento no mercado de ações.


Sobre 2020 não tem muito o que falar, apenas reforçar que renda variável VARIA, e quem tem investimentos nesta categoria, tem que ter estômago para aguentar a variação sem muita emoção, seja para cima ou para baixo. Neste aspecto, como já invisto diretamente em ações de 2012, me considero um investidor experiente o suficiente para não me desesperar e nem me empolgar muito com altas e baixas.

Outro fator determinante para conseguir manter a sanidade neste cenário é ter em renda variável somente uma porção da sua carteira de investimentos que você considere que possa estar sujeita a estas variações e que não precise ser resgatada em caso de necessidade.

Atualização Março de 2021

Neste início de ano, ainda em decorrência do período de turbulência sanitária, econômica e política que vivemos, o mercado de renda variável continua apresentando uma alta volatilidade, como pode ter observada nos resultados para os 3 primeiros meses do ano.



De modo geral, até o final de março, a carteira teve performance semelhante ao Ibovespa, que fechou março em -2,0% no acumulado do ano. 

No mês de abril, na parcial até o momento (27/04), a carteira vem performando muito bem, com rentabilidade de +5,23%, batendo o Ibovespa que está em torno de +2,34%. Esta performance se dá, sobretudo, pela grande alta nas ações da Hering (HGTX3), que acumulam cerca de 70% neste mês, devido, primeiro ao proposta de compra feita pela Arezzo (ARZZ3), recusada há cerca de 15 dias e, posteriormente, ao acordo para fusão com o Grupo Soma (SOMA3) anunciado ontem. Como a Hering representa cerca de 8% da minha carteira, dá pra imaginar o impacto na carteira.

Sobre a fusão Hering + Soma, não tenho bola de cristal para saber se os resultados serão positivos ou não, mas a minha experiência pessoal com fusões, nas empresas que trabalhei, não são muito positivas, de modo que tenho uma visão que há um aumento significativo no risco em investir em empresas nestes momentos. Diante disso, vou fazer uma análise mais criteriosa sobre a manutenção ou não do meu investimento na Hering (se alguém quiser opinar sobre este assunto, deixe nos comentários abaixo).

Pra finalizar, quero compartilhar que muita coisa aconteceu nos últimos 5 meses que estive distante daqui, inclusive mudei de emprego, deixando uma posição de direção em uma empresa local, com cerca de 10 subordinados, para uma posição de menor destaque em uma empresa multinacional. Existem muitas razões para isso, que posso debater em outra postagem ou nos comentários (se alguém demonstrar interesse), mas na prática, com a idade se aproximando dos 45 anos, e com a independência financeira garantida, optei por uma posição mais estável, com menor responsabilidade e com melhores benefícios, de modo que eu possa me dedicar mais tempo a minha família mantendo o conforto.

Gostaria de escrever sobre muitas coisas mais como mudança de carreira, investimentos no exterior, independência financeira/FIRE, família, estilo de vida, etc, mas a postagem ficaria longa e estou sem tempo.

Abraços

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Este material tem propósito meramente informativo. Não consiste em recomendação financeira ou estratégica para investimentos. Para saber mais sobre as opções de investimento e receber recomendações, procure uma instituição financeira com profissionais habilitados.

Fechamento - Novembro de 2020

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Olá amigos, terminado o mês de novembro, neste ano que parece não ter fim. Como na piada que soltaram estes dias nas redes sociais, é capaz que em 31/12/2020 às 23:59, vire para 01/13/2020, e 2020 continue vivo.

 

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