O que eu aprendi em 120 meses de aportes na bolsa?

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Muito se fala que investimentos em ações são investimentos no longo prazo. Apesar de estudos e mais estudos com simulações sobre os efeitos dos juros compostos no longo prazo, sabemos que “na teoria a prática é outra”, pois envolve decisões baseadas nas emoções e sentimentos do momento (da decisão), daí a dificuldade imensa de se manter um plano que obtenha os resultados das simulações.

No último mês de agosto (2022), completei 10 anos desde o meu primeiro aporte direto em ações. Minha história com investimentos é um pouco mais longa, e remonta à minha infância na década de 80, quando eu tinha uma pequena poupança, fruto de um presente de minha avó, até as minhas primeiras economias quando comecei a trabalhar em 1993. De lá para cá, em maior ou menor grau, eu sempre investi, predominantemente em renda fixa, com pequenas doses de renda variável através de fundos de ações, até 2012.

À partir de 2012, quando os juros estavam em patamares baixos, comecei a estudar mais o investimento direto em ações. Minhas primeiras aquisições de ações foram em 24/08/2012 com a compra de 86 ações BBAS3 e 59 ações VALE5. As BBAS3 eu vendi alguns meses depois e as ações da Vale (convertidas para VALE3 em algum momento) eu mantenho em carteira até hoje.

Neste período, a carteira cresceu para as atuais 18 ações e eu fiz, religiosamente, pelo menos duas compras de ações mensais, considerando novos aportes e reinvestimentos de proventos. Poucas foram as vendas e sempre aportei mais do que retirei em cada mês.

Como todo investidor em ações, passei por alguns meses de deslumbramento no início em que achava que poderia ficar rico com trades, achando que era fácil comprar na baixa e vender na alta, mas descobri na prática que isso é muito difícil, de modo que os poucos gênios que sabem a fórmula podem ficar ricos, mas a grande maioria dos investidores traders vai morrer pelo caminho, tentando. Deste modo, com muita leitura e estudos, abandonei a parcela da carteira de trades e mantive somente uma carteira Buy & Hold de ações.

Nestes 10 anos, passei por períodos bem difíceis, como os primeiros 5 anos com rentabilidade negativa, passei também por períodos de bonança, como o triênio 2017-2019, em que vi resultados muito expressivos e a carteira subindo como um foguete, e ainda passei pelo momento mais desesperador que foi a sequência de quedas na pandemia de fevereiro a maio de 2020.

Assumo que em todos estes momentos eu fui tomado por forte emoção, tanto de alegria como de desespero, mas consegui superar sem muitas consequências graves, mantendo os aportes todos os meses e sem alterar a composição da carteira em decorrência do humor do mercado. Pelo contrário, tive até certo discernimento para aportar mais nos momentos de baixa do mercado e reduzir os aportes na euforia da alta.

Atualmente a minha carteira é bem diversificada, com cerca de 25% do capital em RV (ações), 60% em Renda Fixa, sendo metade em pré-fixado e metade em pós-fixado, e o restante, cerca de 15%, em investimentos internacionais, sendo a maior parte em ETFs através de corretora no exterior.

Listo aqui 10 lições que aprendi neste período de 10 anos investindo em ações:

1) Preço não importa: Esta polêmica frase já deu muita discussão na blogosfera, e continua dando o que falar. Ela é polêmica porque obviamente a rentabilidade virá de algo que você comprou a algum preço e ele valorizou, mas a essência desta frase é que, mais importante que tentar descobrir uma empresa a preço atrativo, é encontrar as melhores empresas mercado. Para uma estratégia de Buy & Hold, é mais importante encontrar empresas sólidas com perspectiva de crescimento no longo prazo e que você pretende ser sócio por toda a vida. De forma simplista e bastante lógica, é melhor comprar uma ação “cara” que multiplique por 10x em 20 anos do que uma ação “barata” que multiplique por 3x em 1 ano e depois fique de lado por pelos outros 9 anos. O desafio está em escolher as empresas vencedoras no longo prazo, daí a frase que “preço não importa”.

Há ainda uma outra questão importante a ser ressaltada, que esta frase é ainda mais forte quando você pratica aportes periódicos, uma vez que você vai comprar a empresa a vários preços, supostamente barata umas vezes e em outras ela estará cara. Os aportes periódicos cuidam para que você estabeleça uma média dos preços dos últimos anos, o que na prática é próximo do quanto a empresa deveria valer durante o período. Para quem faz aportes grandes, de uma única vez, o preço é importante, mas o risco também se torna muito elevado, o que não combina com minha estratégia de investimento.

2) Eu só submeto ordem de compra a valor de mercado. Nos primeiros anos, as minhas ordens eram com valor exato, e ficava tentando economizar 1 ou 2 centavos por ação. O problema é que as vezes uma ordem ficava pendente, total ou parcialmente, por causa de 1 ou poucos centavos, me gerando mais trabalho. Como eu compro ações com bastante liquidez e meu investimento é no longuíssimo prazo, se vou pagar 1 centavo a mais ou a menos, acredito que não fará diferença. Minha estratégia atual é: decido a ação que vou comprar e a quantidade, coloco a ordem à valor de mercado, pego o preço médio de execução e lanço na planilha.

3) Eu não vendo mais nada, exceto em casos específicos como fechamento de capital. Tive experiências no passado em que vendi ação porque subiu muito, ou porque a empresa começou a ir mal, etc. Na maioria das vezes eu me dei mal, a empresa que “subiu muito” continuou subindo e a que estava mal, se recuperou de alguma maneira. No momento eu só me desfaço de ações se a empresa fechar o capital (aí não tem opção). Em caso de venda, fusão, etc, eu reavalio a situação e posso diminuir a posição, mas é mais fácil colocar em quarentena e parar de comprar do que vender. Se a empresa ficar ruim, vai ficar na carteira, sem novos aportes, até sumir ou melhorar.

4) Eu compro baseado em método de alocação de ativos. Coloco um percentual objetivo para cada ação (atualmente o percentual é igual para todas as ações “ativas”, portanto exceto as em quarentena) e compro aquela que a planilha manda. Tento não comprar 2 meses seguidos ou dar uma pausa nas compras de pelo menos 3 meses, mas não é uma regra mandatória. O método de alocação de ativo sem rebalanceamento me parece eficiente por retirar boa parte da emoção no momento da decisão de compra.

5) Eu gosto de receber dividendos mas não estou nem aí pra eles. Receber dividendos é bom e satisfatório, pois você fica com a percepção de que sua maquininha de geração de renda está funcionando, mas na prática, nestes 10 anos, não houve qualquer diferença significativa na rentabilidade considerando ações de empresas que pagam mais ou menos dividendos, deste modo, o quanto uma empresa paga de dividendos não influencia minha decisão para escolha de empresas e ações.

6) Pouca gente entende realmente sobre investimento em ações, portanto o melhor a fazer e não deixar as pessoas saberem que você investe em ações. As pessoas não entendem e criam diversas teorias sobre o mercado, querendo julgar suas atitudes. Se me perguntam o que acho sobre investimento em ações, eu simplesmente digo que não entendo nada, já tentei mas achei muito arriscado.

7) Rentabilidade de carteira e acompanhamento do mercado não servem para nada além de perda de tempo e satisfação pessoal. Este item é um dos mais complicados, pois eu ainda perco muito tempo olhando mercado e acompanhando a movimentação ao longo do dia, é quase um video-game da vida real, mas se pensar de forma prática, 1 hora acompanhando o mercado geram menos valor que uma hora trabalhando ou mesmo estudando. Cada dia eu tento me afastar mais do mercado, mas ainda tenho alguma dificuldade

8) Tem mais picaretas no Youtube que gente séria. A maioria do que é falado pelos influencers sobre investimentos em ações, sobretudo os mais famosinhos, é bobagem e não se aplica para o pequeno investidor. Na minha visão Primo Rico, Louise Barsi, Nathalia Arcuri (Me Poupe), Charles Wicz, dentre outros, não tem muito a acrescentar para quem tem um mínimo de experiência em bolsa, e ainda pagam de mestres do mercado. Tenho a impressão que não passam de bons marqueteiros. Não vou entrar nos detalhes aqui, mas me parece que todos os youtubers falam bobagens em maior ou menor grau. Obviamente há conteúdo bom e sério, mesmo assim muita bobagem é falada na maioria das vezes. Até mesmo o Bastter fala muita bobagem, por exemplo a tara dele de considerar ETFs tão lixo como qualquer fundo de investimentos não faz muito sentido, na minha opinião. Com respeito a ETF, estou com Buffett, representam um investimento de baixo risco e baixo custo para o investidor que não quer perder tempo avaliando e se emocionando com investimento direto em ações.

9) Aportes são mais importantes que rentabilidade. A rentabilidade vai te ajudar a vencer na construção do patrimônio, mas o tamanho dos aportes é que vai determinar o patamar da sua riqueza. Conheço pessoas verdadeiramente ricas que construíram patrimônio somente na poupança ou renda fixa, outros, aportaram muito, por muito tempo (mais de 30 anos) em ações da Vale, e estão ricos. O fato é, o tamanho do aporte vai determinar o patamar de riqueza. Foque em não fazer bobagem e não colocar seu dinheiro em itens que percam valor, o resto é focar no trabalho e nos aportes pelo maior tempo possível.

10) Preocupe-se mais com segurança que com oportunidade. O mercado de ações é coisa séria, portanto a palavra oportunidade é uma das mais perigosas para o pequeno investidor. Se existe uma oportunidade em uma empresa X, porque o mercado inteiro é tonto e deixa só você, o espertão, aproveitá-la? A palavra oportunidade atrai investidores inocentes como pão picado atrai peixes na beira do lago. Os youtubers/influencers adoram, pois chama a atenção e atrai audiência. Toda vez que ouvir a palavra oportunidade, dê dois passos para trás e tente visualizar a situação de forma mais abrangente. Até existem oportunidade, mas seguramente elas estão precificadas de acordo com o risco, deste modo não encare a oportunidade como uma barbada e ganho certo, mesmo que no longo prazo. Uma empresa boa, segura e "cara" pode sim ser um melhor investimento que uma oportunidade de compra em uma empresa "barata".


Para finalizar, quero compartilhar como está minha carteira de ações:




Os papéis XPBR31 estão aí porque recebi após o desmembramento que o Itaú (ITUB4) fez com a XP em 2021. Este papel está em quarentena, então não compro, mas também não vejo necessidade de vender.

A TIR da carteira de ações nestes 10 anos está em 8,19%. Segundo meus cálculos a TIR para investimentos em CDI no período foi de 7,55%, já considerando desconto de 15% de IR, configurando portanto que a carteira teve rentabilidade de 108% do CDI.

Mesmo que nestes 10 anos o ganho não foi muito superior ao CDI, sinto-me cada vez mais confortável em afirmar que, no longo prazo (10+ anos), uma carteira de renda variável, com aportes periódicos em boas empresas, apresenta um risco relativamente controlado.

Fico feliz em compartilhar minha experiência aqui e espero poder contribuir para o amadurecimentos de investidores.

Importante:
Este material tem propósito meramente informativo. Não consiste em recomendação financeira ou estratégica para investimentos. Para saber mais sobre as opções de investimento e receber recomendações, procure uma instituição financeira com profissionais habilitados.

36 comentários

  1. Postagem sensacional! Muito bom mesmo vc compartilhar sua experiência. Sucesso na jornada.

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    1. Valeu Anon, fico feliz que tenha gostado.

      Eu gostaria de publicar muito mais sobre o meu histórico, pois afinal de contas acredito que o número de investidores que tem a disciplina de aportar todos os meses por 10 anos em ações seja baixo. Se for contar os aportes em RF, já aporto há mais de 20 anos.

      Vou tentar publicar mais informações que podem ajudar quem está a menos tempo.

      Abraços

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  2. Concordo, postagem excelente! Meu caminho é relativamente o mesmo, embora com menos tempo por enquanto, pouco mais de três anos. Compartilho várias das ideias (e mesmo que não compartilhasse, continuaria um excelente post).
    Uma dúvida: que planilha você usa para esse controle das ações? Na minha, a rentabilidade acumulada não inclui proventos. Você fez alguma adaptação nas planilhas comuns da blogosfera ou construiu a sua?
    Outra coisa: nesse período, não cogitou FIIs?

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    1. Olá Anon, que bom que tenha gostado. Estas coisas que publiquei são as que pratico no dia a dia, mas espero que fique claro que não necessariamente representa o que é certo, pois cada um se adapta a sua maneira. Eu não fazia assim no início, mas passei a fazer muitas destas coisas para evitar ficar perdendo tempo, para focar em coisas mais importantes (exemplo de colocar a ordem a mercado, como minhas ordens não são grandes, não vale a pena ficar com compra pendente por causa de poucos centavos ou poucos R$ no final do dia)

      Sobre a planilha, eu criei uma planilha própria para calcular rentabilidade baseada nos aportes. A rentabilidade acumulada incluíndo proventos é calculada com base no valor efetivamente aportado, que desconta o valor de reinvestimento de proventos.

      Exemplo:

      Comprei 100 VALE3 por 50,00 em 2020 (total 5.000,00)
      Em 2021 recebi 5,00/ação em proventos (total 500,00)
      Depois disso comprei mais 100 VALE3 por 80,00 (total 8.000,00) porém utilizei 500,00 de reinvestimento de proventos, então o valor do aporte novo foi de 7.500

      deste modo, para efeito de rentabilidade, tenho 200 VALE3 compradas por 12.500 (preço médio de 62,50)
      Para efeito de imposto de renda elas foram compradas por 13.000 (PM 65,00)

      Eu não compartilho esta planilha pq ela é cheia de macetes e não está completamente automatizada, então eu teria que perder um tempo para ajustar e outro para ficar explicando e tirando dúvidas.

      Acho que já tem muita planilha disponível no mercado. Outro ponto é que eu coloquei a rentabilidade lá apenas para refer~encia, como comentei, nem presto tanto atenção nisso no dia a dia, principalmente porque como compro há muito tempo, a rentabilidade acumulada "sozinha" não significa muita coisa, pois tem que ser ajustada de acordo com o tempo, então teria que calcular uma TIR para cada papel, o que daria muito trabalho na minha planilha, rsrsrs

      Mas minha explicação acima foi mais para vc entender como calculo.

      Sobre FIIs, já pensei várias vezes, mas não é um investimento que me atrai. Na prática estaria diversificando mais meus investimentos e estou satisfeito com a diversificação atual. Posso estar perdendo algo, mas não tenho muita disposição para entender o assunto e acho que o impacto seria baixo na minha carteira total.

      Além disso, tenho alguns imóveis, o meu para moradia e outros para locação, então eu não quero direcionar mais para mercado imobiliário. Caso eu venha a vender um dos imóveis de locação eventualmente eu passe a colocar o saldo em FII. Mas não há planos no momento.

      Abraços

      Sobre FII

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    2. Obrigado pelo retorno e pela explicação detalhada. Eu uso as planilhas do ADP, nas quais também fiz minhas adaptações. Mas gostei bastante das suas. Embora esses números no fim do dia sirvam mais para curiosidade do que qualquer outra coisa (afinal, não somos fundos que precisam apresentar gráficos a cotistas), gostei do esquema dos seus cálculos. Eu não tenho essa separação aí, gostaria de ter, mas já vi que dá mesmo muito trabalho pra implementar na planilha. Vou continuar focando nos aportes, hehehe.
      Abraço!

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    3. Legal Anon, eu também comecei com as planilhas do ADP e são muito úteis, hoje utilizo só a parte de cotas para avaliar o portfolio como um todo, mas como vc falou é uma referência.

      Na época que criei minha planilha, meu objetivo era pelo menos ter uma noção do que estava acontecendo. Do ponto de vista de estudo e aprendizado foi muito útil. Hoje que a carteira está madura, nem olho mais a rentabilidade de cada ação.

      Acabei de reparar também que os tickers da Natura e AES estão com NATU3 e TIET11. Estes tickers foram alterados há bastante tempo para NTCO3 e AESB3, mas eu não alterei na planilha pq dá um certo trabalho para atualizar todo o histórico passado, uma vez que os aportes estão lançados com como NATU3 e TIET11

      Abraços

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  3. Comecei a investir em ações em outubro de 2019, ou seja um período ainda relativamente curto de tempo (3 anos).
    O que aprendi nesse tempo?
    - A maioria das pessoas que investem na bolsa não sabem porra nenhuma.
    - A especulação tem um papel importantíssimo que muitas vezes é maior e mais influente que fundamentos das empresas ou cenários micro e macroeconômicos.
    - Ações de empresas boas muitas vezes não são bons investimentos.
    - Pulverização de investimentos é uma grande besteira.
    - Quem não está disposto a lidar com perdas e riscos nem deveria investir em bolsa, pra mim não vale a pena investir em bolsa pra ganhar o que se ganha em RF.
    - No Youtube há uma masturbação mental gigante sobre investimentos, não apenas RV, RF também. Investimentos e progressão de patrimônio não tem muito muito segredo, mas tá cheio de gente querendo investar a roda.

    Em resumo: Ações são investimentos pra quem se dispõe a perder ou esperar de médio ou mesmo longo pra para obter bons retornos. Quem não tem esse perfil nem deveria cogitar investir em ações.

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    1. Muito bem colocado Anon, abaixo meus comentários EM CAIXA ALTA PARA DESTACAR, não entenda como falta de eduçação

      - A maioria das pessoas que investem na bolsa não sabem porra nenhuma: CONCORDO PLENAMENTE
      - A especulação tem um papel importantíssimo que muitas vezes é maior e mais influente que fundamentos das empresas ou cenários micro e macroeconômicos. SIM, SOBRETUDO NO CURTO PRAZO, NO LONGO PRAZO A COTAÇÃO SEGUE OS LUCROS
      - Ações de empresas boas muitas vezes não são bons investimentos. DEPENDE, PODE SER COMO PODE NÃO SER, E NÃO TEMOS COMO SABER O FUTURO, MAS AÇÕES DE BOAS EMPRESAS AUMENTAM SUAS CHANCES DE ESTAR EM UM BOM INVESTIMENTO
      - Pulverização de investimentos é uma grande besteira. DEPENDE DA PULVERIZAÇÃO (OU DIVERSIFICAÇÃO) PODE SER MELHOR APORTAR EM FUNDO DE ÍNDICE (ETF) E ESTÁ TUDO CERTO
      - Quem não está disposto a lidar com perdas e riscos nem deveria investir em bolsa, pra mim não vale a pena investir em bolsa pra ganhar o que se ganha em RF. SIM, IMPORTANTÍSSIMO, FALTOU ISSO NA MINHA LISTAGEM, ACHO QUE JÁ CONSIDERO ISSO IMPLÍCITO E NÃO APRENDI NESTES 10 ANOS, RSRSRS, POIS JÁ TINHA APRENDIDO ANTES
      - No Youtube há uma masturbação mental gigante sobre investimentos, não apenas RV, RF também. Investimentos e progressão de patrimônio não tem muito muito segredo, mas tá cheio de gente querendo investar a roda. EXATAMENTE

      Abraços

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  4. Usa que plataforma internacional e quais os ETFs?

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    1. Olá SAX,
      Utilizo a Interactive Brokers

      Os ETFs estão listados nesta postagem https://economicamenteincorreto.blogspot.com/2021/08/fechamento-julho-2021.html

      Abrs

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  5. Melhor frase: "Toda vez que ouvir a palavra oportunidade, dê dois passos para trás e tente visualizar a situação de forma mais abrangente.".

    Obrigado por compartilhar seu conhecimento. Também penso muito semelhante na maioria dos pontos, questão do preço que é o mais polêmico, eu já me lasquei comprando alguns ativos sabendo que estavam caros, mas pensando em fazer preço médio no futuro, no começo principalmente... minhas primeiras compras todas foram com ágio, não dei muita importância já que a ideia é seguir aportando mais baixando o preço médio no futuro... depois de 3 anos ainda estou baixando o preço médio... mas hoje em dia já fiquei mais ressabiado e evito aportar naquelas que estão com indicadores de preço muito altos, cada pouco vem uma crise e então os preços caem dando melhores "oportunidades" kkkk é contraditório né? mas é isso aí!

    Abraços

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    1. bilionário, a questão do preço é a mais polêmica mesmo. o problema de olhar preço é que na maioria das vezes o preço vai te convencer que uma ação é melhor que a outra, mas isso não é necessariamente verdade. O preço exerce grande influência psicologica, daí a expressão "preço não importa", no sentido de esquece o preço e foque na empresa.

      Se você está investindo há 3 anos, fique tranquilo que comprando periódicamente por mais uns bons anos você vai chegar a conclusão semelhante.

      Abraços

      Abraços

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  6. Obrigado por compartilhar. Ajuda muito nós, que temos um portifólio menos maduro.

    Abraços!

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    1. Valeu anon, acho que ao comentar que o portfolio está maduro, você entendeu a essência do meu momento. A carteira está madura, cada dia mais me sinto com vontade de não alterar nada. Quanto mais monótono, melhor!
      É como uma viagem de avião, tudo que queremos é que seja monótona.
      Abraços
      Abraços

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  7. Ótima Postagem, tenho evitado de vender ativos também, tanto que Cielo, Ultrapar, CCR, em momentos não tão bons continua na carteira. abraço

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    1. boa, é isso aí beto, estamos na mesma. A MDIA por exemplo caiu, caiu, caiu, agora subiu igual foguete nos últimos meses e se tornou minha maior posição. No longo prazo isso vai acontecer muitas vezes.
      Abraços

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  8. Gostei muito da publicação! Obrigado por compartilhar suas experiências. Tenho aproximadamente 7 anos de renda variável em ações BR e concordo com todas as suas impressões. Grande abraço!

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  9. Parabens pelo blog! Sempre aprendo muito com as experiencia e pela fisolofia.Concordo plenamente com o fato que ações, rf e qualquer tipo de investimento sao ferramentas que permitem manter ou melhorar seu patrimonio, contudo o que vai te enriquecar e a profissao na qual vc gera valor ( seja sendo empregado, dono de empresa etc). A minha duvida sempre foi: porque comprar vale, petro ou qualquer blue chip e nao um etf diversificado (Bova11, ivbb11 etc) que permite sua exposicao ao mercado? Entendo que a diversificao apresenta a reducao do risco nao sistematico, porem na pratica sera que faz sentido? Hoje me pergunto pois quero me desfazer todas minhas posicoes e so comprar etf ( mais facil de controlar, sem dividendos para reinvestir etc). grande abs!

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    1. Olá Anon, o tamanho do aporte é fundamental para o aumento do patrimônio. Os investimentos são só mecanismos para remunerar o patrimônio. À partir de determinada fase, a acumulação do patrimônio e a rentabilidade começam a ser mais significativos que os aportes.

      A sua dúvida sobre bluechip X ETF/índice é bem pertinente. A ideia de investir diretamente em ações é tentar ter uma remuneração maior que o índice, mas não há garantia.

      Existe um aspecto tributário que deve ser levado em consideração, uma vez que o ETF sempre vai ser tributado na rentabilidade. Já dividendos e venda (até R$ 20K) ainda são isentos. Tenho a impressão que no momento de aproveitar a renda, pode ser mais interessante ter ações.

      Abraços

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    2. Agradeco o retorno Economicamente incorreto!
      E concordo com seus pontos apresentados, mas ainda fico com o pe atras da habilidade de stock pick das pessoas. Muitos fundos ativos que recebem alta remuneracao dificilmente batem o ibov,imagina o afegao medio que investe mensalmente. Sera que comprar durante anos BOVA11 seja uma ideia ruim? Mesmo considerando a perda da questao tributaria? No meu caso quando vendo uma posicao dificilmente fico abaixo de 20k mensal. E com a possivel tributacao do JSCP e dividendos, sera que o ETFs (seja ela qual for) nao podera ser uma maneira diversificada de construir um patrimonio? Fica a provocacao, pois ate hoje nao vi ninguem constuir uma patrimonio para a aposentadoria com ETF diversificados e com baixa taxa de adm Novamente parabens pelo blog! Sempre muito claro na escrita e uma aprendizado a cada post! Abs

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    3. Olá Anon,

      Sim, você tem razão, cada vez mais me convenço da dificuldade que é quem faz stock pick bater os índices. Me parece que investir no índice via ETF de baixo custo é mais conservador e oferece menor risco. Portanto, do ponto de vista estritamente financeiro, pode ser vantajoso, pensando em risco x retorno, investir em ETFs.
      Já do ponto de vista psicológico, investir diretamente em ações, cria um vínculo seu com a empresa, o que pode ser positivo para aumentar a sua resiliência e potencializar os ganhos (contudo com maior risco).
      Tenho a impressão que uma carteira diversificada tem grande probabilidade de ficar próxima ao índice na maioria das vezes, mas com uma pimentinha de risco que pode valer a pena.
      Além destas coisas tem a questão trubutária que comentei e você já observou também.
      Abraços

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    4. Agradeço a retorno economicamente incorreto! Aproveitando a queda para comprar Bova11!Ivbb11 subiu bem, mas ativo em dolar sempre e bem vindo! abracos e ansioso para o proximo post!

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    5. É isso aí Anon, comprando sempre, abraços

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  10. ótimo post
    sigo os mesmos princípios

    abs!

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  11. Acredito que aprender os itens 7 e 9 são os mais libertadores para quem investe em ações.

    Gosto de pensar no HB como um supermercado, porque ficar mais tempo nele do que você realmente precisa só te faz gastar dinheiro com besteira.rs

    Abraço!

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    1. LDL, bom vê-lo por aqui e estes itens que menciona são realmente libertadores.
      Um forte abraço!

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  12. Que post espetacular. Eu acompanho seu blog a muito tempo , também come lei a investir em 2012 e compartilho a sua experiência item a item. Manter a carteira com tranquilidade e fazer os aportes balanceado a alocação da carteira e a chave do sucesso. Discordo parcialmente em relação aos dividendos quando se deseja ter um foco previdenciário na carteira. Apos o amadurecimento de uma carteira de dividendos o que menos importa eh rentabilidades pois além de você poder viver dos proventos uma % deles passam ser seu aporte ate maior do que você apotrava com recursos novo. Desejo sucesso a todos que estao neste caminho. Aos iniciantes CUIDADO com os influencers e vendedores de cursos. Abraço!

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    1. Valeu Rollex, fico feliz que acompanha este conteúdo. Infelizmente não consigo mais escrever com frequência com antes, mas acredito que pessoas com experiência como a nossa, sempre terão coisas relevantes para compartilhar.

      Eu entendo perfeitamente o que você comenta sobre os dividendos, e acho que é uma maneira de pensar bastante útil para quem monta uma carteira previdenciária. De qualquer maneira, para mim, no final das contas, tudo se resume ao tamanho do patrímônio e este tamanho vai determinar o quanto este patrimônio vai gerar de renda passiva no futuro. Mas são duas visões que darão praticamente o mesmo resultado prático. (uma carteira que gere renda passiva).

      Eu, por exemplo, calculo meus dividendos médios (DY) e sempre tem ficado entre 4% e 4,5% do valor médio da carteira nos últimos 12 meses, o que me gera uma perspectiva de quanto meu patrimônio em ações poderá gerar em renda passíva no futuro.

      Obrigado pelo comentário e pelas palavras.

      Abraços

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  13. Ótima postagem EI! Concordo quando você fala que preço não importa, porque é melhor comprar uma empresa cara que multiplique 10x do que uma barata que multiplique 3x e depois fique de lado. Na bolsa o que mais tem é empresa barata (principalmente da pandemia para cá, com a bolsa em queda), o problema é elas aumentarem de preço depois.

    Também concordo com comprar ações a mercado. Como você, no começo eu também me preocupava com os centavos e ficava ansioso o dia todo olhando se foi executado ou não. Depois percebi que não fazia sentido fazer questão por 2 centavos, porque isso não iria me fazer ficar mais pobre ou mais rico no longo prazo, mas é engraçado ver no Livro de Ofertas do HB como as pessoas fazem questão em mandar ordens com 2 ou 3 centavos a mais ou a menos do valor de mercado kkk Depois que passei a comprar com o preço de mercado tive mais tranquilidade.

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    1. Olá Calvin, obrigado pela visita. Estamos bem alinhados. Um abraço!

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  14. EI, pelo seu cálculo de 8,19% ao ano nesse período, você praticamente acompanhou o IBRX-100, correto?

    Isso só mostra o que você falou acima...uma carteira bem diversificada vai acabar acompanhando de perto o índice

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    1. exatamente anon, a carteira diversificada, no final das contas, fica próxima do índice

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  15. Ainda não comecei a comprar ações, mas com certeza lembrarei das suas dicas em um futuro próximo, obrigado por compartilhar conosco.

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