Venda parcial de VALE5 - Pode até chamar de realização de lucro

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Hoje tomei uma decisão incomum em minha carteira de investimentos. Fiz uma pequena venda de 15% das minhas ações VALE5. Para vocês terem uma idéia, foram pouquissímas as vendas em minha carteira nos últimos 3 anos, sendo que a última foi a liquidação de CRUZ3 em função do fechamento de capital anunciado à época pela Souza Cruz.

Anterior a isso, eu havia encerrado posição em PETR4, CSAN3 (Cosan) e ABRE11 (antiga Abril Educação, atualmente Somos Educação), todas entre 2014 e 2015, por entender que não apresentavam características condizentes com as empresas em minha carteira.


A venda de parte de minhas VALE5 tem alguma semelhança com uma venda de 40% de minhas ações da Petrobrás em Agosto de 2014. Fiz um post na época para explicar os motivos: http://economicamenteincorreto.blogspot.com.br/2014/08/porque-vendi-40-da-minha-posicao-na.html

Para quem não se lembra ou não leu o post, na época eu vendi basicamente porque eu considerava a Petrobrás uma empresa com muitos problemas e uma subida forte em agosto de 2014, com a perspectiva real da então presidente e candidata do PT não ser reeleita (queda do avião do Eduardo Campos e ascensão de Marina Silva), fez com que o percentual de Petrobras em minha carteira estivesse muito alto, o que me expunha de forma indesejada ao papel (objetivo era 5% e estava com cerca de 10% devido a forte subida em um mês).

Como os leitores que me acompanham sabem, tenho uma carteira diversificada com percentuais definidos de objetivo para cada ação. Faço aportes periódicos no papel que está mais pra trás do percentual desejado, visando manter sempre o percentual de exposição desejado em cada papel. O problema é que a carteira está ficando muito grande em comparação com os aportes, uma variação muito grande para cima ou para baixo, desequilibra a carteira de modo que 1, 2 ou alguns aportes em um papel não são suficientes para reequilibrar o balanceamento desejado.

Com VALE5, tenho um nível de exposição desejado de 6% da carteira. Após a espetacular subida nos últimos 12 meses de mais de 300%, mesmo com aportes e a subida forte de outras empresas, o percentual chegou a 10,4% da carteira. Some-se a isso o fato de não haver grandes mudanças na Vale que justifiquem um aumento de exposição.

Atualmente, das 15 empresas que compõem a carteira, 5 apresentam superexposição (VALE5 +73%, GGBR4 +39%, ITUB4 +31%, CMIG3 +11% e CCRO3 +7%). Todas as demais apresentam subexposição, em alguns casos bastante grande (+ de 20% de diferença). Dado o nível de aportes atuais, o rebalanceamento desejado da carteira iria demorar anos.

Diante desta situação, com exposição de 10,4% em um papel com percentual desejado de 6%, portanto uma diferença de 73% na alocação, decidi vender uma parte dos papéis para acelerar o rebalanceamento da carteira. Veja que foi uma venda pequena, e a alocação em VALE5 caiu para 8,9% (cerca de 48% de superexposição), mas isso foi suficiente para ajustar as alocações em Ambev e Cielo, se aproximando dos percentuais desejados para estas empresas.

Certamente uma operação como esta pode ser encarada como simples realização de lucros, mas espero que entendam que o objetivo principal não é este, mas sim buscar o reequilibrio da carteira próximo aos padrões previamente estabelecidos. Não fiz nenhum valuation em Vale, Ambev ou Cielo, mas honestamente me incomoda muito ter uma exposição excessiva em Vale fruto de uma subida desenfreada. Não sei o que vai acontecer com a Vale, pode ser que continue subindo ou venha a corrigir, de qualquer maneira esta mudança terá pouco impacto na rentabilidade da carteira como um todo. (o montante total movimentado é de 1,5% da carteira de ações)

A decisão aconteceu durante o final de semana, em que estive estudando as distorções da carteira e buscando modos de chegar ao balanceamento ideal. Não sou à favor de ajustar o balanceamento da carteira, mas não me agrada o fato de ter uma distorção tão grande na exposição desejada. Uma das opções será periodicamente diminuir as grandes distorções através de venda e realocação, mas isso é algo que estou amadurecendo e não deve ser algo muito frequente (talvez em casos onde a distorção seja realmente muito grande e envolvendo uma empresa que os fundamentos ainda sejam questionáveis, como foram os casos de Petrobras em 2014 e Vale agora).

Na época do post da Petrobrás, houve uma discussão bastante acalorada nos comentários. Espero que deixem seus comentários abaixo que terei o maior prazer de discutir a respeito desta estratégia.

Importante: 
Este material tem propósito meramente informativo e educativo. Não consiste em recomendação financeira ou estratégica para investimentos. Para saber mais sobre as opções de investimento e receber recomendações, procure uma instituição financeira com profissionais habilitados.



33 comentários

  1. Grande EI,

    Achei a sua decisão CORRETÍSSIMA!

    Não vale a pena ser sócio de empresas cíclicas, pior ainda se forem estatais, rs. Companhias como Vale, Petrobras, Gerdau e similares são boas para comprar no fundo e vender no topo!

    Ou seja, o famoso trade de valor que o nosso amigo Guardião do Mobral é especialista. Cientificamente conhecido como posision trade...

    Parabéns pela decisão!

    Abraços.

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    1. IL, veja, não tenho esta mesma visão sobre Vale e principalmente Gerdau. A Vale, por exemplo, anunciou hoje um novo acordo de acionistas que pretende pulverizar o controle e aumentar o nível de governança, o que vi como muito positivo.

      Meu objetivo não foi comprar no fundo e vender no topo, honestamente espero que ela continue subindo forte, assim como todas as outras.

      As estratégia do gardião, por exemplo, eu discordo. Veja que muita gente estava fazendo trade com BBAS3, vendendo quando chegava em 28. Agora chegou em 32. Operar vendido esperando cair é uma estratégia, mas não o que sigo.

      Meu objetivo foi realmente diminuir a exposição em Vale.

      Obrigado pelo comentário!

      Abraços

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    2. Também gostei da proposta desse novo acordo de acionistas, EI. Estou estudando se trocarei ativamente as ações preferenciais que tenho por ordinárias, ou então se espero a troca ser feita pela própria empresa, na proporção de 1 VALE5 = 0,9342 VALE3.

      Abraço!

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    3. LDL, vou esperar a assembléia decidir e as regras ficarem bem claras. Por enquanto fico nas VALE5 mesmo. Quando tiver a opção devo migrar para ON.
      Abraços

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  2. Curiosamente eu tava relendo seu post "A maldita vontade de realizar lucro" (ou algo assim). Tô numa situação parecida, salvo proporções lógico. Minhas Itub4 tão com 60% de valorização. Tô pensando em vender esses 60% pra voltar na msma quantia q tava antes e botar o lucro na RF.

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    1. Thiago, apenas para ficar claro, aquele post eu estava falando em realizar lucro na RV e migrar para a RF. Vender uma ação para comprar outra, no meu caso está ligado à exposição mesmo.
      Para mim, não importa o quanto a ação subiu, eu me preocupo com exposição e diversificação.
      Com itub eu estou com 110% de valorização e não penso em vender nada. Considerando os fundamentos do Itaú, nem vejo tanto problema em ter superexposição alta, como estou no momento.
      Grendene e Cielo também são papeis em que acumulo ótimos retornos.
      Acho que você deveria pensar na melhor decisão para sua carteira e não em uma ação individual.
      Abraços

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  3. Grande EI,

    Particularmente, não gosto de vender ações para rebalancear a carteira, por simplesmente tentar sempre reduzir ao máximo os custos. Porém, vários autores fazem esta recomendação de rebalanceamento periódico e eu não vejo nada demais em quem adota esta estratégia.

    Contudo, para os que optam por adotá-la, é preciso ser cuidadoso para evitar a movimentação excessiva, visto sempre teremos ativos em over e underweight e isso é absolutamente natural. Acho que nortear a alocação por aportes é algo que (para mim) já funciona muito bem.

    O que é fato é que não há consenso sobre isso na literatura, principalmente por ser uma estratégia relacionada com a tolerância ao risco do investidor. Se você não se sente confortável com determinado overweight em alguma ação, pois então diminua sua exposição à mesma.

    Acho que sua justificativa (vender para diminuir a exposição na empresa e aproximar de sua alocação desejada) condiz com sua estratégia, principalmente levando em consideração que este não é um movimento rotineiro. O que não dá para dizer é que rebalanceando a carteira periodicamente se estará vendendo na alta e comprando na baixa. Falácia bastante difundida pela internet.

    Obs: reler as discussões antigas da blogosfera é sempre um prazer, rs.

    Abraços!

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    1. PM, muito bom comentário.

      A estratégia de alocação de ativos me parece a mais satisfatória para o mim. O problema é que ela tem algumas zonas de dúvidas, como por exemplo em caso de queda forte e prolongada de um ação, o que é o melhor a ser feito? Aporta por muitos meses seguidos ou não? Outras duvidas pairam sobre quando colocar em quarentena, retirar uma ação da carteira ou ainda em casos de desbalanceamento excessivo, como está minha carteira.

      Eu tento criar critérios objetivos, mas infelizmente é impossível e sempre haverá um fator de subjetividade.

      Em meus estudos, vejo algumas vantagens em rebalanceamento da carteira, mas não sei o melhor momento e a forma mais adequada de fazê-lo.

      Pretendo colocar este assunto em discussão de forma mais aprofundada em um post específico.

      Concordo que rebalanceamento não tem nada a ver com comprar na baixa e vender na alta. Isso é uma tremenda falácia.

      Abraços

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  4. IC concordo contigo nos pontos abordados e a exemplo do seu Itaú, estou com valorização de 150 p cento no BB e não vou liquidar posição.

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    1. Legal Fabio, acho que entendeu o conceito que estou aplicando.
      BB realmente foi uma festa. Fico feliz que tenha surfado esta onda e esteja disposto a se segurar.
      Abraços

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  5. Fala EI,

    Nem sei como esta a Vale, mas na minha humildade opinião, eu acho que você não deveria vender um ativo para balancear a carteira, pois aí você vende o que esta bom para comprar outra coisa.

    O balanceamento de carteira deve ser feito para novos aportes, não vendendo parte do patrimônio.

    De qualquer forma, antes de tudo isto que eu disse acima, o mais importante é se sentir confortável.

    Se você se sentir confortável reduzindo 15% no ativo, não tem nada de errado nisto, eu mesmo fiz a mesma coisa em BRCR, mas na época eu tinha errado feio comprando tudo de uma vez.

    Bom, é isto, poste mais vezes amigo EI, eu fui o chato questionando, mas crescemos com questionamentos.

    Um abraço e sucesso sempre!

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    1. VDC, obrigado pela mensagem.

      Eu também não sou a favor de ficar vendendo e rebalanceando a carteira, pois prefiro que a diversificação e a volatilidade façam este trabalho (hora uma que sobe e hora é outra) compensado pelos aportes. Além disso, existem custos de venda e compra.

      Não acredito nisso de "vender o que está bom", pois o futuro é imprevisível e não dá ára saber o que será bom no dia seguinte, quanto mais num horizonte de longo prazo. O que me incomoda mesmo são as grandes discrepâncias, pois sinto que estou com uma exposição indesejada, sendo assim realmente me senti mais confortável com a nova alocação, apesar da mudança ter sido bem pequena.

      Como eu disse no post, o crescimento da carteira tem deixado os aportes proporcionalmente pequenos, o que dificulta manter a carteira equilibrada.

      Não devo fazer rebalanceamentos através de venda e compra com muita frequencia, mas não posso afirmar que não o farei no futuro.

      Não entendi, você foi o chato questionando aonde?

      Abraços

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    2. É por que eu fui o 'do contra' rsrsrs!

      Um abraço

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    3. VDC, comentários educados e construtivos, mesmo que discordantes, são sempre bem-vindos.
      Relaxa.
      Abraços

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  6. Olá EI.

    Pergunta idiota: encerrar posição é "vender" ?

    Abraço!

    Sou leigo kkk

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    1. MP, sim, encerrar posição é "vender tudo".
      Sem problemas perguntar.
      Abraços

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  7. EI,

    Achei inteligente a decisão.. como não zerou completamente a posição, se continuar o rally vc ainda vai ter lucro ... e do ponto que está essa vale está bem esticada ...

    Alta por causa do minerio q a qq momento pode virar .. e restruturação, que até onde sei .. não está certa ainda .. a união pode barrar ...

    Abs,

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    1. Rodolfo,

      Obrigado. Não sei se foi inteligente, mas me sinto mais confortável, apesar de ter sido uma mudança pequena. Não faria sentido zerar a posição, pois isso seria totalmente incoerente com a estratégia que tento seguir.

      Uma opção seria vender uns 40%, assim eu ficaria próximo do percentual desejado, mas achei que seria uma intervenção um pouco radical demais.

      Estou estudando ainda a melhor forma de intervir no balanceamento. Pretendo estender esta discussão aqui por mais algum tempo.

      Sobre a Vale, realmente o preço do minério é algo imprevisível e sabemos que a Vale depende muito disso. Sobre a reestruturação, pelo que entendi o acordo de acionistas está aprovado, só faltam algumas aprovações sobre a reorganização societária, porám com o acordo em pé, acho que é dificíl não passar na assembleia algo que é bom para os minoritários e aumenta a governança. Vamos acompanhar.

      Abraços

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  8. Olá EI!

    Faço a mesma coisa que você. Tenho percentuais definidos e rebalanceio regularmente, quando os percentuais começam a divergir mais de 20% (percentual do percentual) do objetivo.

    Faço isso há anos e estou satisfeito com isso. O custo-benefício (ganho comparado ao tempo necessário gasto para ficar analisando isso e aquilo) é fantástico!

    Abraço e bons investimentos!

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    1. André, seja bem-vindo. Eu não conhecia seu blog viagemlenta.com Vou acompanhar mais de perto.

      Sobre a estratégia, realmente o rebalanceamento é um dos grandes pontos de interrogação que tenho sobre a metodologia de alocação de ativos, assim como o ponto de divergência que aciona o gatilho (no seu caso 20%).

      Fico feliz que esteja satisfeito com os resultados e estou interessado em conhecê-los melhor. Vou dar uma olhada lá no viagemlenta.com

      Abraços

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  9. O Balanço da Vale deve sair na quinta feira, balanço referente ao 4º trimestre de 2016. Acredito que o balanço deve ser positivo. Graças a isso será que a Vale não sobre um pouco mais?
    Acho que a Vale deve estar próxima ao limite de valorização, mas a empresa já surpreendeu muita gente.
    Quanto a Petrobrás: A Petrobrás foi uma empresa que chegou ao fundo do poço, e até por não ter pra onde cair mais, teve uma valorização considerável até Outubro do ano passado, no fim do ano teve uma queda razoável e vem se mantendo estável em 2017.
    Creio que a Petrobras tenha condições de se valorizar bem se colocar aos poucos a casa em ordem, num nível menor ao que aconteceu com a Vale, mas acho que tem espaço pra dar uma boa valorizada.
    Temos que ver como ser o balanço do 4º trimestre de 2016 deles, pra ver se demonstram melhorar.
    O que você pensa a respeito?

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    1. Anon,
      Eu acho que tudo isso pode acontecer, como você disse, mas me preocupo pouco com valorização e desvalorização da ação, sobretudo de curto prazo. Sobre a Vale, minha preocupação é justamente o modelo de negócios e a governança. Sempre tive confiança nisso e por isso mantive na carteira e segui aportando.

      Já a Petrobras eu ainda acho que tem problemas demais e por isso decidi sair lá no começo de 2015. A mudança de governo e de diretriz para a empresa trás uma luz, mas não me sinto confortável ainda dada a situação da empresa. Pra dizer a verdade acho pouco provável que um dia eu volte a investir na Petrobrás, ou pelo menos enquanto ela for do governo, seja ele qual for.
      Abraços

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  10. Como vários leitores acima, não vejo como realização de lucros, mas como rebalanceamento da carteira. Nada mais do que justo. Se vc tem uma carteira planejada e um ativo fugiu muito do alvo é até recomendável agir da forma que você fez.

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    1. IR, você está correto e me parece saudável. Na verdade eu sou meio ortodoxo com relação à metodologia e me cobro muito por qualquer desvio. Estou cada vez mais confortável, principalmente após a discussão aqui.
      Abraços

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  11. EI, ficar incomodado com o crescimento da carteira é um "problema" maravilhoso. Garanto que muitos aqui gostaria de passar por um dilema desses.rsss

    Mas não seria a hora de você rever suas estratégias ?

    Ou você pode eleger um percentual do seu capital como flutuante. Algo em torno de 30% poderia transitar entre ações e RF de acordo com o sobe e desce do mercado e também de acordo com a variação da taxa de juros. Que acha da ideia?

    E que venham mais "problemas"(?) de aumento do valor das cotações.

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    1. Anon, realmente é um incomodo "bom". Na verdade o problema mesmo é a dúvida sobre o que fazer em cada momento. Apesar de uma certa experiência nestes 5 anos de bolsa, em algumas situações novas paira a dúvida. A estratégia cobre o básico, mas situações específicas acaba tendo a necessidade de uma análise e decisão caso a caso.

      Sobre mudar a estratégia, honestamente nao penso muito em mudar. As vezes penso na possibilidade de ficar rebalanceando a carteira, mas os custos disso são muito altos. Como ainda estou com a possibilidade de aportar forte (em RF principalmente) tenho a possibilidade de direcionar para a RV os aportes em alguns momentos, como já fiz no passado (ex. Início de 2016)

      Que venham mais problemas como este.

      Abraços

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  12. Já leu o livro do Paulo Portinho? Ele fala sobre balanceamento de carteiras. Segundo me lembro, a cada 30% de diferença valia rebalancear para 50 - 50.

    Que você acha disso?

    Procure algum livro sobre esse assunto, deve haver estudos mostrando a vantagem de balancear.

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    1. Anon, não li este livro, mas já li bastante sobre alocação de ativos. Inclusive já publiquei alguns estudos aqui no blog.

      O problema é que como sigo apprtando, não consegui encontrar a solução ótima de aportes periódicos com rebalanceamento, desta forma o balanceamento é feito com dinheiro novo.

      A alocação de ativos é a base do método que uso e pretendo continuar usando.

      Obrigado pela dica do livro.

      Abraços

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  13. Olha a cotação bagunçando seu balanceamento hein, vai pro DCF que é mais seguro kkkk

    Fez bem em vender Vale empresa cíclica pra longo prazo não combina muito bem. Quem sabe num arremata o resto e manda tudo pra Ambev ?

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    1. VDD, veja só, um dos motivos de eu decidir realocar foi justamente a "discussão" que tivemos sobre metodologia lá no seu blog.

      Não que eu tenha decidido pender para o lado do DCF e sua metodologia, mas ao discutir eu me convenci ainda mais dos benefícios da metodologia que adoto (alocação de ativos). Me parece ainda que alocação de ativos se beneficia ainda mais se é feito um rebalanceamento ativo adequado da carteira, dada a correlação negativa entre os ativos.

      No meu caso vejo claramente a correlação positiva/negativa entre minhas ações mas nunca procurei me beneficiar disso (além da própria metodologia de aportes periódicos no que ficou pra trás).

      No caso da Vale, eu tinha colocado ela em uma espécie de quarentena e acredito que não é benéfico manter superexposição numa empresa com tais fundamentos.

      Voltando para DCF, penso que a metodologia também deveria prever vendas em situações específicas, sobretudo quando a empresa está extremamente cara.

      Sobre liquidar, honestamente não passa pela minha cabeça pois não há garantia alguma que ir pra Ambev é um melhor negócio. Meu objetivo tem sido realmente procurar manter a carteira sem muitas discrepâncias sobre o perfil de diversificação desejado.

      Abraços

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  14. Sou o anon 21 de fevereiro 13:45.

    A vale divulgou se balanço hoje. Balanço bem positivo por sinal.
    As ações ao invés de se valorizarem e se valorizarem bastante, correram no sentido contrário e se desvalorizaram. Qual a lógica disso?
    Não sou especialista em bolsa, mas em alguns casos a valorização ou desvalorização de uma empresa foge do racional ou do mais provável.

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    1. Anônimo,
      É assim mesmo, não há muita lógica, principalmente no curto prazo. Muitas vezes o resultado veio excelente para nós mas veio abaixo da expectativa do mercado, então cai. Outras vezes acontece o contrário.
      Dizem que o mercado é assim: sobe no boato e cai no fato. É tudo uma questão de expectativa.

      Se ficasse tão evidentes que uma ação fosse subir, todos comprariam e de fato elas subiriam, mas com alguma noticia contrária elas caem.
      Curto prazo é impossivel prever.
      Abraços

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