A difícil tarefa de acertar o timing

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Durante os últimos 13 meses eu fiz muitas operações de compra e venda na carteira de curto prazo. Eu não faço Day Trade, mas procuro acertar o timing de entrada e saída de ações com prazos de dias, semanas ou até meses. Até então eu não tinha uma metodologia muito bem definida, a não ser o meu "feeling" para "descobrir" qual era o momento certo de entrar e sair de posições (com lucro ou prejuízo). Apesar da metodologia indefinida, eu buscava seguir as recomendações do livro "Os Axiomas de Zurich".


Como já relatei anteriormente, desde que iniciei investimento direto em ações, tenho um certo vício (um pouco mais controlado agora) de ficar acompanhando o mercado, além de fazer simulações, estudos e também ler muito sobre o assunto (blogs, livros, sites, etc).

Um das coisas que tenho feito recentemente em meus estudos (mas acho que não deveria!) é acompanhar o andamento de um conjunto de ações maior do que aquelas que fazem parte da minha carteira, principalmente as que já passaram pela carteira em algum momento. A boa notícia é que algumas (a maioria) das ações que em algum momento escolhi para a carteira foram boas escolhas, mas a má notícia é que muitas delas eu vendi "supostamente" em momento inadequado, ou seja, errei o timing.

Veja abaixo alguns exemplos em que errei o timing:


Existem também alguns casos onde eu acertei o timing.


O fato é que a minha carteira de curto prazo teve rendimento inferior ao da carteira de sócio (Buy & Hold) neste período de pouco mais de 12 meses (-2,40% contra +4,66%) e cada vez mais eu me convenço que B&H faz muito mais sentido que o trade, pelo menos para mim que não tenho ferramentas, nem tempo e nem informações adequadas.

Este é um dos motivos que tenho focado meus esforços em montar uma carteira B&H consistente e tenho diminuído minhas posições em curto prazo. A tendência é que a minha posição de curto prazo/trade acabe ou seja bem pequena, apenas para "diversão".

Importante:
Este material tem propósito meramente informativo para efeito educativo. Não consiste em recomendação financeira ou estratégica para investimentos. Para saber mais sobre as opções de investimento e receber recomendações, procure uma instituição com profissionais habilitados.

4 comentários

  1. Um trader de sucesso precisa 'apenas' do timing de entrada e saída e disciplina nos stops e targets.
    Um holder de sucesso precisa 'apenas' saber selecionar boas empresas e paciência após a compra.

    O que é mais fácil? Cada vez mais me convenço da opção 2, mas ainda continuo treidando. Mas agora com uma pequena diferença, só 'treido' com o dinheiro que está parado aguardando o próximo aporte de B&H. Antes o capital todo era para trade, isto é loucura.

    Só entrei em OGX porque tinha 5K parado na corretora, e graças a Deus foi o melhor trade da minha vida, mas acho que não acerto uma desta nunca mais, kkk.

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    1. É isso mesmo Uó, por isso mesmo eu também tenho deixado de brincar com trades pra fazer um B&H mais sério.
      Valeu, abraços!

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  2. A sua tabela é apenas a constatação de que quanto mais se opera menos se ganha. Tem até estudo e vídeo do Bastter sobre isso.

    Um abraço!

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    1. Exatamente Troll, quando mais se opera menos se ganha. Acho até que é possível ganhar uma bela tacada em determinadas situações, mas seria um golpe de sorte (ou informação privilegiada). Veja o caso da MGLU3, eu ganhei 30% e poderia ter ganho quase 100% se tivesse mantido.
      O único problema é que pra ganhar muito você tem que colocar muito dinheiro e consequentemente arriscar muito.
      Não estou muito a fim de pagar pra ver.
      Valeu, abraços!

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